terça-feira, 27 de maio de 2008

A RESPIRAÇÃO NO SER HUMANO

Porque razão a respiração nos seres humanos é regulada principalmente pelo dióxido de carbono e não pelo oxigénio?
A resposta parece ser que nós evoluímos ao nível do mar e, do ponto de vista da evolução, só muito recentemente nos aventurámos a subir as montanhas. Ao nível do mar, a concentração de oxigénio nos pulmões é superior à necessária, mesmo que o volume respiratório diminua substancialmente. Por outro lado, o ritmo respiratório exerce um efeito pronunciado sobre a concentração de dióxido de carbono nos pulmões e tecidos e é, por conseguinte, da maior importância fazer o volume respiratório corresponder à concentração do gás do corpo. Daí o dióxido de carbono agir como principal controlador da respiração.
Quando respiramos mais depressa, expelimos maior quantidade de dióxido de carbono, o que baixa a pressão parcial de dióxido de carbono nos pulmões, deixando mais espaço para o oxigénio. Uma das maneiras óbvias de fazer chegar mais oxigénio aos tecidos seria aumentar a capacidade transportadora de oxigénio do sangue e aí as proteínas são utilizadas como portadores de oxigénio.
O dióxido de carbono é produzido pelo corpo como um subproduto do metabolismo em quantidades consideráveis. Dissolve-se dando origem ao ácido carbónico e a quantidade de gás inspirado é equivalente a 12,5 litros de ácido forte industrial ( ou, mais correctamente, 12,5 moles de iões de hidrogénio ) por dia!!. O dióxido de carbono é transportado pelo sangue dos tecidos onde é fabricado para os pulmões, de onde é expulso para a atmosfera: frequências respiratórias mais elevadas implicam maior quantidade de dióxido de carbono expelido e a redução das concentrações do gás nos alvéolos pulmonares e no sangue. A redução da concentração de dióxido de carbono no sangue que resulta de uma respiração mais rápida tem como efeito a redução da concentração no sangue de ióes de hidrogénio ( também designada redução de acidez do sangue, aumento do pH do sangue, ou aumento da alcalinidade do sangue ). É obvio que a restauração de acidez do sangue seria benéfica nesse caso e essa tarefa é de facto realizada pelos rins.
Quando respiramos mais depressa, expelimos maior quantidade de dióxido de carbono, o que baixa a pressão parcial de dióxodo de carbono nos pulmões deixando mais espaço para o oxigénio. Outra maneira óbvia de fazer chegar mais oxigénio aos tecidos seria aumentar a capacidade transportadora de oxigénio do sangue. Nalguns animais, o oxigénio viaja pelo corpo simplesmente em solução. A quantidade que pode ser transportada desse modo, porém, é muito pequena e a maioria dos animais, incluindo os seres humanos usa as proteínas como portadores de oxigénio.

terça-feira, 20 de maio de 2008

EXERCÍCIO FÍSICO E A FADIGA

A fadiga pode ser o resultado de alterações ocorridas nas próprias células dos músculos. Um mecanismo que obviamente produz perda da força é a incapacidade de equilibrar a energia ( isto é, o ATP ) consumida ao contrair o músculo com a taxa de produção de energia. Mas embora os níveis de ATP caiam de facto durante o exercício físico intenso, nunca se esgotam completamente. As células musculares em que os níveis de ATP descem para zero desenvolvem rigidez, a contractura muscular que causa o endurecimento do corpo após a morte. Por mais intenso que seja o exercício físico, essa rigidez nunca se verifica em vida. Talvez a fadiga deva então ser vista como um mecanismo de defesa que obriga os músculos a parar antes que os níveis da ATP desçam o ponto de pôr em perigo a sobrevivência.
Qual é então a causa da fadiga muscular? Parece que existem dois mecanismos principais, envolvendo ambos os iões de cálcio que desencadeiam a contracção dos músculos. Em resposta a uma contracção prolongada, a quantidade de cálcio que é libertada das reservas intercelulares do músculo desce gradualmente, de modo que a contracção é estimulada de forma menos eficaz. Um outro mecanismo parece ser responsável pela fadiga produzida por contracções curtas e repetidas. Neste caso, as reservas do músculo cansam-se de produzir cálcio. Por que razão isso acontece ninguém sabe ao certo, mas pensa-se que se prende com a acumulação de produtos derivados da síntese metabólica que ocorre durante a actividade física intensa. Esses produtos também inibem a força com a qual as proteínas contrácteis produzem vigor. Quando o glicogénio dos músculos se esgotam, há exaustão em provas de resistência, sentimo-nos sem forças e as nossas pernas parecem de chumbo. O metabolismo da gordura não consegue fornecer ATP ao mesmo ritmo que a oxidação do glicogénio dos músculos.
A subida da temperatura do corpo também causa fadiga. Para terminar, a fadiga e a falta de força muscular também ocorre quando há lesões nos tecidos. O músculo exercitado em excesso fica inflamado, inchado,o que reduz a sua capacidade de gerar força. Por estranho que pareça, o factor que limita o consumo de oxigénio pelos músculos não é a capacidade da árvore respiratória, ou a aptidão dos músculos para extrair oxigénio do sangue; é a taxa à qual o coração bombeia sangue para todas as partes do corpo.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

A GRÁVIDA E A ACTIVIDADE FÍSICA - PARTE 1

Modificações nas grávidas
A gravidez traz algumas modificações indesejáveis ao organismo da mulher, que acabam por atingir, de certa forma, o seu estado de humor. Além de ficarem mais pesadas, com a coordenação debilitada e menos ágeis que o normal, a auto estima diminui. Nesta sentido, a actividade física pode ajudar na formação de uma imagem corporal positiva, com o objectivo de lhe proporcionar melhoras na auto estima e na qualidade de vida, principalmente para as mulheres que já faziam parte de um programa de exercícios.
Modificações básicas durante a gravidez
" Aumento do útero até 1000 vezes (o seu peso pode chegar a 6 kg)"
" Com o crescimento do útero, há relaxamento dos ligamentos intercostais e a subida do diafragma, levando à expansão da caixa torácica "
" Hiper relaxamento ligamentar "
" Instabilidade das articulações dos joelhos e dos tornozelos "
" Maior mobilidade da coluna e do quadril "
" Projecção do corpo para a frente, com distensão dos músculos abdominais devido ao aumento do volume uterino "
" Diminuição da passada "
" Para manter o equilíbrio, a grávida aumenta a base de sustentação através do afastamento dos pés. Esta posição acentua a lordose lombar, a qual é compensada pelo aumento da cifose torácica acompanhada da rotação dos ombros e projecção da cabeça para a frente ".
Conclusão
O número de mulheres grávidas que participam em actividades físicas, tem aumentado em cada ano, por isso é cada vez mais importante estabelecer orientações básicas e prudentes de exercício durante a gravidez. A falta de literatura tem preocupado médicos e profissionais de Educação Física, principalmente no que toca ao comprometimento da diminuição sanguínea da placenta. A actividade física regular para a grávida, representa um papel importante na manutenção da capacidade funcional, do peso corporal e do bem estar geral.
A actividade física de intensidade leve a moderada é considerada segura e eficiente para grávidas. Todavia há inúmeras recomendações quanto à sua prática. Mulheres fisicamente activas durante a gravidez, tem mais facilidades de melhorar a sua condição física após o parto.
É verdade que existem vários relatos de atletas que foram campeãs logo após o nascimento dos seus filhos. Outro factor interessante é a comprovação de que os exercícios, podem ajudar o trabalho de parto e, se todos os cuidados necessários forem tomados, a grávida pode desfrutar de todos os benefícios do exercício.
Referências:
American College of Obstetricians and Gynecologists - 1994

A GRÁVIDA E A ACTIVIDADE FÍSICA - PARTE 2

Ponto de vista.
Vários estudos relatam a escassez de trabalhos sobre a eficiência e a segurança da actividade física para grávidas, principalmente sobre o bem estar fetal e a circulação materna. Em parte, deve-se à grande dificuldade de registar com precisão os movimentos cardiográficos durante o exercício, fazendo com que a maioria dos estudos seja realizada durante a recuperação após o exercício.O conhecimento do estado de saúde da grávida é muito importante para que um programa de exercícios possa ser bem elaborado e sucedido. Por exemplo, existem alguns casos em que a actividade física pode ter uma contra indicação absoluta, para as portadoras de diabetes tipo I, em casos históricos de dois ou mais abortos espontâneos, gravidez múltipla, tabagismo e ingestão excessiva de álcool. As contra indicações relativas incluem a anemia, histórico de trabalho de parto prematuro, obesidade, diabetes tipo II e condicionamento físico muito abaixo do recomendável ( antes da gravidez - sedentarismo ). No caso de grávidas saudáveis, há estudos que apoiam a actividade física ( leve a moderada ), entretanto algumas precauções devem ser tomadas, entre elas: a obtenção de autorização médica e o conhecimento das alterações potencialmente perigosas que podem surgir durante o exercício.Principais efeitos agudos do exercício na grávida" Redução do fluxo sanguíneo para o útero ( o sangue é desviado para os músculos activos ), podendo levar à hipoxia fetal. Tal redução está directamente relacionada à intensidade e duração do exercício"." Elevação acentuada da temperatura interna, que geralmebte ocorre em exercícios aeróbicos prolongados, ou actividades físicas sob condições de stress e calor"." Redução da disponibilidade de hidratos de carbono para o feto, pois o metabolismo materno passa a utilizar maior quantidade deste substrato, contudo esta afirmação necessita de maior comprovação"." Possibilidade de aborto durante o primeiro trimestre"." Risco de indução ao trabalho prematuro de parto".Recomendações quanto à prática de actividades físicas para grávidas sem factores de risco adicionais- Evitar permanecer muito tempo de pé (imóvel), devido à possibilidade de dores nas costas, consequência do esforço escessivo das fáscias musculares.- Qualquer exercício com risco de trauma na região abdominal deve ser evitado.- Mulheres que se exercitam durante a gravidez, devem ter especial atenção com a sua dieta.- Evitar exercícios vigorosos.- Durante os exercícios aeróbicos, deve-se observar a grávida para adequar melhor a sua intensidade de esforço ( Teste da fala ).- Interromper o exercício ao mínimo sinal de fadiga.- A prática de exercício deve ser regular ( mínimo recomendado 3 vezes por semana ), sendo a intensidade de leve a moderada.- Exercícios sem suporte do peso corporal, são os mais indicados ( hidroginástica, bicicleta estacionária ), devido ao menor impacto, reduzindo assim o risco de lesão.- A actividade física engloba ainda exercícios controlados principalmente de relaxamento e de respiração.- Agachamentos, abdominais em decúbito dorsal e desenvolvimentos em pé, são retirados da grávida a partir do 3º mês.- Intervalos de repouso durante as actividades podem ser úteis para evitar a hipoxia fetal ou stress térmico sobre o feto.- Manter a hidratação para evitar o aumento acentuado da temperatura corporal, prejudicial ao feto.- Actividades físicas no final da gestação, podem aumentar a resposta hipoglicemica materna normal, aumentando a absorção da glicose por parte do músculo esquelético materno. Em condições extremas, podem afectar negativamente o feto.- É importante usar roupas e calçados adequados.- As alterações morfológicas devem ser observadas com a finalidade de adequar os exercícios, evitando problemas para o bem estar materno e fetal.- Apesar da frequência cardíaca e do VO2 servirem de parâmetro de intensidade, há indícios que a escala de percepção de esforço é mais eficiente.- A grávida deve evitar o ganho de peso excessivo.- Incluir no programa de treino, exercícios para os músculos pélvicos, abdómen e diafragma, pois estas partes fortalecidas podem facilitar o parto.

sábado, 17 de maio de 2008

AGRESSÕES AO SISTEMA IMUNITÁRIO

. Noites mal dormidas.
. Stress, ansiedade.
. Alimentação desequilibrada, cheia de maus hábitos alimentares: comer muito rápido e muito de uma só vez.
. Dieta pobre em fruta e legumes.
. Apatia, moleza e inércia.
. Sair de casa em jejum, sem pequeno almoço.
. Não beber água e não consumir lacticínios.
. Inactividade: recusa de qualquer actividade física.
. Não cuidar de higiene pessoal.
. Variações de temperatura.
. Excesso de alcool.
. Hábitos tabágicos.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

ALIMENTOS COM SAÚDE

5,3 milhões de mortes podiam ser evitadas anualmente apenas com uma alimentação saudável. A alimentação ideal deve ser equilibrada e variada. A verdade é que todos os alimentos são iguais, uns são mais iguais do que outros. Ou seja, por muito que todos devam ser ingeridos - e aqui - , atenção leiam-se frutas, vegetais, carne, peixe, leguminosas, lacticínios, cereais e pouco mais -, alguns pela composição e valores nutricionais, são mais indicados para a dieta de quem sofre de certo tipo de doenças.
Os melhores alimentos para...
...Combater o colesterol: os vegetais e frutos ricos em fibras solúveis, como o nabo, cenoura, tomate, maça ou pêra.
...prevenir doenças cardio-vasculares: papaia, mirtilos, maça, azeite, carapau e pinhão.
...evitar complicações em diabéticos: pimento vermelho, pão integral e feijão manteiga.
...evitar gripes e constipações: framboesa, cebola, inhame, tomate e camarão.
...passar uma boa gravidez: carnes vermelhas, espinafres, salmão, feijão frade e alperce seco.
...combater o stress: brócolos, laranja e feijão verde.
...ter dentes e gengivas saudáveis: couve galega, limão e queijo.
... ajudar o crescimento: ovos, frango, atum e leite.
...evitar a celulite: melancia, morango e castanhas.
...ter mais saúde a partir dos 65 anos: uvas, iogurte e fígado.
...consumir antes e depois do exercício físico: banana, couves-de-bruxelas, caju, massa integral, lentilhas e coelho.
... emagrecer: espargos, beringela, chã verde, alho francês e meloa.
...evitar problemas ósseos: sardinha pequena, algas e tremoços.
...combater a anemia: feijão preto, hortelã-pimenta e pato.
...ter boa pele: abóbora, urtiga, soja, pêssego e germe de trigo.
...melhorar a digestão: alho, beterraba, cogumelos, ananás, rúcula.
...viver a menopausa: agrião e grão-de-bico.
...evitar as unhas e cabelo quebradiço: ervilhas, flocos de aveia e gelatina.
As novidades na área da nutrição aparecem todos os dias, esteja atento e melhore a sua saúde.

OSTEOPOROSE, FACTOR DE RISCO

A osteoporose é uma doença complexa, cujas causas não são totalmente conhecidas. Sabe-se, entretanto, que certos factores estão associados a um maior risco para o desenvolvimento dessa doença. Entre outros factores destacam-se:
. Idade avançada, especialmente nas mulheres
. Início da menopausa precoce (antes dos 45 anos)
. Histórico familiar de fraturas em mulheres idosas
. Raça branca e asiática
. Baixa ingestão de cálcio
. Baixa estatura ou baixo peso
. Consumo excessivo de álcool e/ou café
. Tabaco
. Uso de certos fármacos, tais como prednisona, fenitína, tiroxina, entre outros
. Sedentarismo ou exercício físico excessivo
. Doenças crónicas
. Doenças reumáticas
.Pacientes imobilizados em uma cama ou cadeira de rodas por tempo prolongado.
A menopausa causa diminuição dos níveis de estrogénio da qual resulta uma diminiução da estrutura óssea. No entanto podem ser tomadas certas precauções, no sentido de, ainda na infância e adolescência, assegurar um desenvolvimento normal do esqueleto através da ingestão adequada de cálcio e vitamina D, pela exposição ao sol e dieta conveniente, acompanhando o ganho de peso e estatura, bem como a idade de entrada na puberdade. O objectivo é fazer com que a criança e o adolescente alcancem o maior pico de massa óssea possível.
Mais tarde na idade adulta deve-se manter os ossos saudáveis através da prática de exercício físico, manutenção da ingestão de vitamina D e de cálcio e, ainda, evitando o tabaco e o consumo excessivo de álcool e café.
As mulheres têm um risco quatro vezes maior de desenvolver osteoporose que os homens, básicamente em função da diminuição de hormonas sexuais femininos após a menopausa. Entretanto os homens também podem desenvolver a doença, embora menos frequente, em decorrência de distúrbios hormonais ou do uso de alguns medicamentos.
Exercícios físicos preventivos são o melhor remédio para a osteoporose, ou seja a prática regular de exercício físico de impacto, tais como a caminhada. A musculação tem um efeito directo na qualidade da massa óssea, prevenindo a osteoporose e suas complicações.
A saúde dos seus ossos passa por uma absorção de cálcio, vitamina D, Vitamina K, magnésio, fosforo, potássio, proteína de soja, muita fruta e vegetais ( muita e diária ), diminuindo deste modo, a exerção urinária de cálcio.