sábado, 13 de dezembro de 2008

OS EFEITOS DO STRESS NO CORPO HUMANO - Parte 1

O stress é um mecanismo natural de defesa em releção às agressões do exterior, mas, em excesso, pode ter efeitos preocupantes para a saúde e o bem estar. Eis alguns dos seus principais efeitos em vários orgãos ou partes do corpo humano.

PULMÕES

O aumento dos níveis de stress provoca uma acelaração da respiração, numa tentativa de levar oxigénio extra ao sangue. Este facto reduz a entrada do ar nos pulmões, o que pode agravar crises de asma ou outras doenças respiratórias.

CORAÇÃO

O stress e a ansiedade são dos piores inimigos da saúde do coração. O batimento cardíaco torna-se até cinco vezes mais rápido e a tensão arterial sobe, aumentando o risco de hipertensão e de aparecimento de complicações cardiovasculares, como o enfarte do miocárdio.

MÚSCULOS

O stress constante é responsável por tiques nervosos, cansaço exagerado e dores musculares, em especial no pescoço, costas e ombros.

APARELHO DIGESTIVO

Quando o organismo está em stress, a digestão é prejudicada. O stress crónico pode levar ao aparecimento de úlceras, inflamações do cólon e gastrites, devido ao excesso de suco gástrico.

FÍGADO

Qando o organismo está em stress reage libertando hormonas, como a adrenalina e o cortisol, que provocam a libertação de açucar no fígado. Este facto leva a uma subida do açucar no sangue, aumentando o risco de diabetes.

APARELHO REPRODUTIVO

O stress está associado ao surgimento de problemas menstruais e infecções genitais nas mulheres, e de impotência e ejaculação precoce nos homens. Pode ainda diminuir a libido e causar problemas de infertilidade.

SISTEMA IMUNOLÓGICO
O stress crónico provoca uma diminuição dos linfócitos T, responsáveis pela defesa do organismo, tornando-o mais permeável a gripes, constipações, infecções pulmonares e outras doenças infecciosas.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

PORQUE É QUE O MEU JOELHO OU ANCA ME DÓI ANTES DA CHUVA?

Uma explicação possível para o joelho,anca ou outras partes do corpo que prevê o tempo asssenta nas " nódoas negras ósseas "- um conjunto de sangramento e edemas provocados por fracturas microscópicas do osso trabecular ou poroso. Alguns estudos descobriram que isto ocorre em relativa frequência após rupturas dos ligamentos.
É possível que as alterações da pressão atmosférica alterem o volume do edema no osso, provocando a dor. Se assim for, há duas coisas que se podem prever; uma ressonância magnética revelará lesões ósseas, e a capacidade de prever o tempo que o doente mostra diminuirá à medida que a lesão se for curando.
Uma explicação possível é que a mudança de tempo faz com que os ligamentos lesionados inchem, e os nervos em redor da articulação entendam isto como dor. Outra explicação é que o ar dentro da articulação pode expandir-se quando a pressão barométrica desce, mais uma vez fazendo com que os nervos transmitam dor.
Uma experiência recente feita por cientistas japoneses demonstrou que a dor lombar associada a mudanças de pressão barométrica está ligada ao fenómeno do vácuo, em que se geram gases entre as vértebras ( Journal of Spinal Disorders and Techniques, volume 15, página 290 ). Essas bolhas formam-se quando os discos entre as vértebras se deterioram e são mais comuns entre as pessoas idosas. Também se podem formar noutras articulações.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

AS TRÊS LEIS BÁSICAS DO TREINO DE FORÇA E AUMENTO DA MASSA MUSCULAR

1º Antes de Desenvolver a Força Muscular Desenvolver a Flexibilidade Articular
A maioria dos exercícios de treino, especialmente com pesos livres, utilizam amplitude de movimento próximas do máximo. Em determinados exercícios, o peso da barra comprime de tal forma as articulações que se o indivíduo não tem flexibilidade adequada, sente desconforto e dor.
2º Antes de Desenvolver a Força Muscular Desenvolver os Tendões
A taxa de ganhos de força muscular tem o potencial de exceder a taxa que os tendões e ligamentos podem se adaptar a tensões mais elevadas. Por conseguinte, é crucial que os tendões e ligamentos tenham tempo para se adaptar de forma a preservar a integridade dos ossos que formam as articulações. Seguir um programa de cargas de baixa intensidade nos primeiros 1 a 2 anos numa fase de adaptação anatómica, é fundamental.
3º Antes de Desenvolver os Membros Desenvolver o " Core "
O tronco é o elo de ligação entre os membros e como tal, estes só podem ser fortes quanto o tronco. Significa isto, que um tronco pouco desenvolvido é trabalho acrescido para os membros. Neste âmbito entende-se que o foco deve ir primeiro para o fortalecimento do " core " ( área central do corpo constituída pelos músculos abdominais, coluna lombar e restantes extensores da coluna ). Todos estes músculos do " core " representam um suporte poderoso para o sistema muscular, visto que o seu trabalho como uma unidade permite a estabilização do tronco durante os movimentos dos membros.
Referências bibliográficas:
Bompa T.; Cornacchina, L. (1998). Serious Strength Training. Periodization for Building Muscle Power and Mass.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

MECANISMOS ENVOLVIDOS DA DOR MUSCULAR TARDIA

A dor muscular tardia é caracterizada pela sensação de desconforto e dor na musculatura esquelética, que ocorre algumas horas após a prática de uma actividade física, à qual não estamos acostumados.
A dor manifesta-se e alcança o máximo de intensidade entre 24 e 72 horas. Após esse período, há um declínio progressivo na dor, de modo que, cinco a sete dias após a carga de exercício, ela desaparece completamente. A intensidade da actividade física parece ser mais importante que a sua duração; contudo, a dor muscular pode ocorrer em indivíduos que momentaneamente aumentam a magnitude e/ou a intensidade da actividade física. Está também estabelecido que a contracção excêntrica é o padrão de acção muscular que provoca maior dano à estrutura muscular esquelética, tanto em seres humanos como em animais. Em recorrência disso, a intensidade da dor muscular proveniente de contracções excêntricas, a quantidade de força desenvolvida é de, aproximadamente, duas vezes superior à força desenvolvida durante contracções isométricas. Sabe-se, também, que durante as contracções excêntricas um número reduzido de unidades motoras é recrutado, quando comparado às contracções concêntricas, o que implica um stress mecânico elevado na fibra muscular, uma vez que a tensão por área de secção de corte transversal activa é maior.
Forças mecânicas elevadas, particularmente durante contracções excêntricas, causam distúrbios nas proteínas encontradas na célula muscular e no tecido conjuntivo. Associado a estes factores, os danos estruturais do sarcolema ( membrana plasmática das células ) são acompanhados por um influxo de íons de cálcio do interstício ( espaço ou intervalo entre células no tecido muscular ), para o interior da fibra muscular, resultando em níveis elevados de cálcio intracelular. No meio intracelular, o excesso de cálcio faz com que a mitocôndria acumule esse íon o qual inibe a respiração celular e a produção de energia, comprometendo a capacidade da célula de eliminar o cálcio no seu interior, resultando na degradação das miofibrilas e da membrana celular.

sábado, 4 de outubro de 2008

BENEFÍCIOS DO VINHO NA SAÚDE

Já Hipócrates o prescrivia para curar várias maleitas. Muitos investigadores continuam hoje a reforçar as virtudes do vinho na saúde, mas também é verdade que o consumo excessivo de álcool é responsável por 7,4% das mortes prematuras na União Europeia.
Ingredientes poderosos
O resveratrol é um ingrediente exclusivo do vinho tinto e das cascas das uvas tintas. Estudos indicam que este polifenol pode contribuir para a diminuição do mau colesterol (lipoproteínas de baixa intensidade ou LDL). Por outro lado, aumenta os níveis de " bom colesterol " (HDL ou lipoproteínas de alta densidade). Agora é conhecido também o papel que o resveratrol pode ter na prevenção do cancro, impedimdo a proliferação das células tumorais.
Os flavonóides, presentes também em frutas, vegetais verdes, no chocolate negro e no chã, têm uma acção anti-inflamatória, anti-alérgica e anti-cancerígena. Devido às suas propriedades antioxidantes, são um forte aliado na prevenção das doenças cardiovasculares. Outros componentes fenólicos - os procionídeos - têm estado igualmente na mira dos investigadores, pois reduzem o risco de doenças cardiovasculares, ao interferirem nos níveis de colesterol e triglicéridos, de acordo com a tese defendida recentemente na Universitat Rovira i Virgili, de Tarragona, por Josep Maria del Bas.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

TREINO DE ACTIVAÇÃO METABÓLICA

Perguntas:
1- Quantas calorias devo consumir e queimar para garantir objectivos de perda de peso?
2 - A que intensidade me devo exercitar para queimar gordura eficientemente?
3 - Como posso aumentar a minha performance cardio-vascular?
4 - Como posso ajustar a minha rotina desportiva cada vez que sinto mais progresso?
Para garantir uma melhor performance de si mesmo, deverá ensinar o seu corpo como trabalhar melhor e a ter uma eficiência metabólica nos vários níveis de intensidade.
Princípios:
. Metabolismo em repouso ( em nº de calorias )
. Metabolismo em exercício ( eficiência no gasto calórico da gordura )
. Metabolismo anaeróbico ( quando deixa de utilizar a gordura como substrato energético e passa a utilizar os hidratos de carbono )
.VO2Max (a habilidade do organismo transportar O2 para os músculos solicitados na fase do treino ).

domingo, 14 de setembro de 2008

PISOS SINTÉTICOS E LESÕES DESPORTIVAS

Se até à pouco tempo as lesões eram atribuídas a factores relacionados com a preparação física do atleta, hoje começam a ser levantadas também questões que colocam em causa as infra-estruturas onde é praticado o desporto, como é o caso dos novos complexos desportivos com pisos sintéticos. Estudos indicam que a probabilidade de contrair lesões aumenta em 50% com a alteração do piso, uma vez que a superfície é mais abrasiva. Outra desvantagem é o facto de um piso sintético necessitar de calçado adequado. Os pitons de alumínio não podem ser utilizados e mesmo os de borracha não são muito aconselhados, porque prendem demasiado na relva, limitando os movimentos do atleta.